Casamentos e Nascimentos diminuem na última década

O número de casamentos e o número de nascimentos têm decaído nos últimos anos. Segundo o site PORDATA, serviço público de informação estatística, no ano de 2011 casaram-se menos 20 mil portugueses que em 2001.
Ao contrário do que acontecia em anos anteriores, casar e ter filhos passou para segundo plano nos projectos de vida dos cidadãos.
As capacidades económicas são cada vez menores e as pessoas tendem a investir primeiro na sua formação para terem um nível de vida capaz de sustentar um lar. Como referiu Sónia Nunes, Mestre em Engenharia Química, em declarações ao site threehappytigers: "só pensei em casar quando terminei o Mestrado e conclui que dava para conciliar com o Doutoramento" .
Desde o início da década que, para ambos os sexos, a idade média ao primeiro casamento tem aumentado sendo actualmente 31 anos para os homens e 29,5 para as mulheres. Da mesma forma, as mulheres também têm o primeiro filho cada vez mais tarde e a taxa de natalidade tem vindo a diminuir. Segundo a RTP Noticias entre Janeiro e Agosto de 2012 houve menos 5235 nascimentos em Portugal.
A conjuntura económica actual não ajuda as estatísticas. O aumento do desemprego e a falta de oportunidades dentro do país estão relacionados com estas descidas, levando os portugueses a ter de fazer algumas opções. Ana Soares, 27 anos, vive com o namorado e está à espera do primeiro filho, apesar de ter como plano casar, diz só poder pensar nisso "quando esta crise passar porque fica muito caro um casamento agora e a prioridade é o bebé" . Do mesmo modo, Ricardo Guardado, 30 anos, casado, afirma que não se encontra “financeiramente estável” para aumentar o agregado familiar.
Apesar do cenário negativo para a natalidade portuguesa, o número de filhos em casais a viver juntou ou em casas separadas, tem vindo a aumentar.